segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

The Troll Hunter






Saudações terráqueos!!!


   Acabei de assistir ao filme The Troll Hunter e fiquei bestificado com esse filme. Dentro dessa critica que estou prestes a fazer, vou explicando os "porquês".
   O filme conta a história de um trio de estudantes de cinema que, após um surto de ataques a ursos numa reserva natural no Norte da Noruega, que o Governo tenta desdramatizar, decidem investigar o que realmente se passou.
   Troll Hunter foi lançado em 2010 e abriu a última edição do MOTELx (Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa) é mais um filme que utiliza o gênero mockumentary ou pseudodocumentário (baseado em fatos irreais). É um gênero que acho interessante; se bem explorado e trabalhado é capaz de impressionar o público. O mesmo gênero foi utilizado em: A Bruxa de Blair, Rec, Cloverfield - Monstro dentre outros. 
   O caçador de troll é um filme norueguês e por esse motivo já ganhou seus pontos comigo. Vamos concordar que a noruega não é uma potência em termos cinematográficos. Esse foi o primeiro filme norueguês que assisti e fiquei satisfeito. 
   Os efeitos visuais são muito bons. O único problema de um filme mockumentary é que não há trilha sonora, creio q o filme de certa forma perde um pouco com isso. Mas ao mesmo tempo ganha, pq torna o filma mais real, aumenta a tensão (já que a maioria é de suspense e/ou terror). Logo é contraditório e como eu disse antes: se for bem trabalhado e explorado, o resultado é bom.
   Então fica a dica. Não é o filme perfeito para sexta feira à noite, mas vale a pena. 


"Um filme provocador e fascinante na sua vertente imaginária e fantasiosa."


ps: "Poder Sem Limites" tmb é um filme mockumentary chronicle que estreia nos EUA em 3 de dezembro de 2012. Estou esperando ansiosamente por esse filme. Assim como espero por outros que estão por vir nesse ano.


The Troll Hunter Trailer:



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012





Cheguei ao fim. Todos os post do flog, agora se encontram aqui. E a partir de agora, que venham as novas publicações.



“É que a Felicidade - nesse sentido com F maiusculo mesmo - é assim que nem cachorro mimado, quando você espera que ela venha, ela da voltas em torno de si mesma, se perde olhando o vazio e na maioria das vezes não vem, ai cabe a você ver se vale a pena sair do seu lugar, dar alguns passos e acariciá-la, cativá-la para que numa próxima vez, ela sem rodeios possa chegar até você…”


Fah Inocêncio ( via teoria_de_viver)

05 fevereiro 2012

querido--john.tumblr.com




Não, eu não sumi. Continuo morando no mesmo endereço. Ainda continuo com o mesmo número de celular. Não parei de frequentar os meus lugares favoritos e muito menos troquei de email, assim como não deletei nenhuma rede social. Eu apenas parei de me importar com “você sumiu”, “sinto sua falta”. Pois bem, tu sabes aonde me encontrar.


http://querido--john.tumblr.com/post/17008277217/nao-eu-nao-sumi-continuo-morando-no-mesmo

04 fevereiro 2012

Bakenomogatari




Ele era um garoto normal. Uma garoto como todos os outros.
Bem.... talvez nem tão normal assim.
Poucos sabiam do seu passado, e esses eram tão poucos que seria mais preciso dizer que, quase ninguém sabia do passado desse rapaz. Ele enxergava o que não se via, pressentia o que não se sentia. Confesso que tinha seus dotes.
Em suas particularidades, foi esbarrando em meninas, garotas, mulheres, sempre pessoas do sexo oposto. Essas, por sua vez, possuiam suas singularidades. Cada uma com seus trejeitos, com sua sensualidade, seu senso de humor e suas maldições.
Ele, o garoto do qual estamos falando, despertava o interesse delas. Podia parecer apenas charme, assim como o dos vampiros, talvez fosse, talvez não. Algumas diziam que ele era gentil e atraente, outras não diziam nada.
Ele era um garoto que ora ou outra se confundia e perdia-se em pensamentos. Em alguns momentos era que o que mais mantinha os pés no chão.
Ele ajudava qualquer pessoa que precisasse de sua ajuda (e por incrível que parece, eram sempre mulheres). E quando não conseguia, pedia ajuda para um velho que vivia em um prédio abandonado que teve a construção interditada. O velho era um dos que conheciam esse rapaz desde o inicio dos fatos. Fatos que desconheço, mas tenho certeza que aquele velho sabe. Há também uma menininha sentada à sobra, no chão, em qualquer canto desse prédio, qualquer canto que ela julgue confortável. Ela não fala nada, mas vejo no olhar dela, que conhece o rapaz.
O rapaz normal, gentil, atraente, cheio de charme, rodeado por garotas, rodeado por particularidades, singularidades, caranguejos, caracóis, vacas, macacos, serpentes e gatas. Um rapaz que vê além do que chamamos de mundo.
Tudo devido a sua gentileza. Tudo por que lá no inicio, ele salvou a vida de uma vampira.

02 fevereiro 2012



“Enquanto escrevo essa carta, a brisa do oceano fica gelada na minha pele. Esse mesmo oceano será meu cemitério. Dizem-me que morrerei como um herói, que a segurança do meu país será a recompensa de meu sacrifício. Rezo que estejam certos.
Meu único arrependimento na vida é nunca ter lhe dito como me sinto.
Queria estar em casa. Queria estar segurando sua mão. Queria estar lhe dizendo que eu amei você, e apenas você desde que nasci. Mas não estou. Agora entendo que a morte é fácil. O amor que é difícil.
Quando meu avião mergulhar não verei o rosto dos inimigos. Ao invés disso verei seus olhos, como que rochas negras congeladas com a água da chuva. Dizem que precisamos gritar “banzai” ao atingir nosso alvo. Ao invés disso sussurrarei seu nome. E na morte, como na vida, continuarei seu para sempre.”

Hiroshi Takashi - Inquietos (Filme)



http://www.youtube.com/watch?v=oz4fOXeVAek&feature=fvst

18 janeiro 2012 Modificar

Nuvens




Elas pairam pelo céu, flutuam e planam por este mar anil.
São pequenas, grandes, solitárias, brancas, cinzas e até mesmo negras.
Nuvens.
Nuvens essas, que são nada mais que um 'punhado' d'água.
Água essa que quando caminha pelo céu, parece um ovelha. Não apenas uma ovelha. Elas vão muito além.
Nuvens.
Nuvens correm como ursos polares, ora parecem rinocerontes, ora elefantes.
Se juntam, agrupam-se e logo se transformam em manadas. E se manadas em seus estouros elas não forem, com certeza serão cachoeiras e tsunamis. Gorilas, dragões, monstros como o godzilla.
Nuvens.
Nuvens se espalham e tomam o céu, escurecem e em seu rastejar fazem até estrondos. Dão shows de luzes e despencam do céu em forma d'água.
Nuvens.
Nuvens são como icebergs, montanhas gélidas da antártica. Nuvens são como flocos de neve e seus formatos são como flocos da nossa imaginação.

13 janeiro 2012



Haroldo: Já teve alguma ideia pra sua história?

Calvin: Não, tô esperando surgir a inspiração. A criatividade não aparece do nada. É preciso entrar no clima.

Haroldo: E que clima seria esse?

Calvin: O pânico da ultima hora.



07 janeiro 2012



As crianças de hoje tem tecnologia.
Eu quando era criança, tinha infância. E confesso que as vezes ainda acredito que estou tendo.


assistam, por favor:

http://www.youtube.com/watch?v=zE2hEaMpKQI

06 janeiro 2012



Naquele desenho, não pintei teus olhos, não possui a coragem para faze-lo. Não houve castanho, não houve avelã, nem mel, não houve cor alguma que fosse capaz de dar o mesmo brilho do teu olhar. Mas a sensação ao olha-los é a mesma, pois sei que são os seus olhos. . .

03 janeiro 2012



Te senta na calçada, no banco da praça, te deita na grama do parque, no balanço da pracinha. Olha pela janela do quarto, janela do ônibus, olhe da janela daquele edifício onde você trabalha, da janela da sala de aula... Olhe o céu, olhe as nuvens.

Olhe como essas são descontraidas, suaves, calmas e movidas pela brisa. Solitárias ou unidas. São banhadas pelo anil. Calmas e tranquilas. Consegue sentir essa paz que elas transmitem?! Essa tranquilidade?!

As vezes elas se reunem, se revoltam, fecham-se e escurem. Então se jogam, despencam em forma d'água. Inundam tudo.

E ao cair da noite são iluminadas pelos astros, sempre pairando sobre nossas cabeças, sempre observando o que há para se presenciar. E sempre sendo observadas por aqueles indivíduos que param um segundo para presenciar um momento bom. . .

quem sabe esse momento é aquela tal perfeição?!

01 janeiro 2012

Chegando no final e lembrando do comecim




Em cada detalhe: um segundo, um minuto ou uma hora. Em cada momento muitos sorrisos; e quando a previsão é de sorrisos, em algumas vezes vem a decepção e a tristeza. A briga e as caras emburradas. Em alguns momentos, ou melhor, entre alguns momentos: abraços apertados e macios.
Gargalhadas, palhaçadas, abandono, compromissos, birras em segundos, em minutos, em horas.

Entre os salgadinhos, os chocolates e os sorvetes. Entre o tédio, o frio, o calor infernal, a felicidade. Entre mensagens de bom dia e mensagens de boa noite.
Foi lentamente rápido. Foi em um piscar de olhos e desse piscar eu poderia fazer uma trilogia, em livro ou em filme.

Amizades e amizades. Sumiço, desaparecidos. Alguns perdidos e eu os busquei. Novidades e novidades.

De uma visão geral eu diria: perfeito, mas calma lá. Ainda não acabou. Amanhã recém é natal.

23 dezembro 2011

... E eu estarei lá




Pegue suas trouxas, suas mudas, suas peças de roupa. Pegue seus livros, seus quadrinhos, seus desenhos, suas cifras. Seu violão, bandolim, banjo e pandeiro. Pegue seus desejos e seus sonhos. Coloque um dos sorrisos no rosto, os trocados no bolso e então vá. Vá embora. Vá daqui.

Vai, vai que eu vou junto contigo. Ande logo, mas ande devagar. Não olhe para traz, não estarei lá. Dica: olhe para os lados, em um deles devo me encontrar. Nada carrego, pois tudo que possuo te pertence e tudo que preciso vc possue.

Se estiver triste, te acolherei. Mas creio que a tristeza não nos alcançará. Se estiver com frio, encoste-se em mim. Caso precise de moradia, venha morar em um abraço meu. Vamos rir e sorrir. Contar histórias de terror. Cócegas, abraço, guerra de travesseiros naquela barraca apertada, marshmallow na fogueira… e entre esses pequenos detalhes, teremos as melhores viagens que alguma pessoa poderia querer.

21 dezembro 2011

Comum de dois




Ela vem com toda sua arte, seus olhares, atrevimento e ousadia. Se lança, se joga, atira-se com seu surrelismo, arte moderna, paisagismo e natureza morta. Ela mostra suas garras e dentes, quer arranhões e mordidas.
Ele vem com suas palavras, trás sua poesia, sua gentileza e suas caricias. Conquista e se encanta, faz chamegos com sua prosa, à envolve em seus versos e entre uma estorve ou outra ele a conquista aos poucos. Ele utiliza de seu vocábulo e seus gestos, quer romance e paixão.

A artista vem pintada. Toda tatuada, com o cabelo descolorido, atraente, envolvente, ousada, fogosa, sedenta… Ele, o poeta, vem marcado em suas cicatrizes. Trás consigo seus piersings e alargadores, sedutor, galante, apaixonada, quente por amor, sequioso por uma paixão.

Então ela se encanta pelo rapaz e só deseja ama-lo e ele se deixa levar pela rebeldia dela, e agora cobiça sua carne. Ela quer algo novo, cansou de seus ogros. Quer apenas ser amada. Ele, cheio de arrependimentos, de feridas de amor; quer agora uma noite de prazeres junto à jovem sedutora.

Ela procura por algo simples, um cara legal. Ele quer uma menina complicada, que xingue, brigue e ainda o deseje cada vez mais.

Ela se despe e se borra em tintas. Ele decompõe suas orações.
Se envolvem, se completam, se atraem como um.
Se amam, transam, se acariciam, se batem, se beijam, mordem e arranham. Se unem e fazem com que a arte, seja poética e transformam a poesia em uma arte.

19 dezembro 2011

Fotografando palavras




Dizem que quando cantamos, quando escrevemos, quando dançamos; estamos expressando o pensamento e o sentimento. Ao meu ver, a fotografia faz o mesmo. Nela registramos aquele pequeno e singelo momento, registramos o que sentimos ou o que sentiamos. Guardamos o que vemos para depois revermos e lembrarmos. Para em um futuro próximo, rirmos. Isso é a essência da fotografia. E aqui, entre algumas palavras, vou deixar que elas falem por mim.

11 dezembro 2011



“Acreditar no incerto, hoje, é meu forte. Aquilo que nem tenho certeza se vai mesmo acontecer é que está me mantendo cada vez mais firme. Firme em quê? Também não sei. Mas são essas incertezas todas que estão preenchendo todo aquele vazio do que um dia foi “certo” e se transformou em fracasso. Não lamento pelos erros, pelo contrário, de alguma forma eles me fizeram olhar para frente com mais força. É, era disso que eu estava precisando: olhar para frente sem temer o que virá. Posso errar de novo? Eu sei que posso. Inclusive, posso estar errado agora, mas isso é o de menos. Eu só quero seguir. Seguir para o “incerto”, mas estou certo de que há um lugar, um futuro, uma “coisa” feita só para mim.”



Diego Nunes

10 dezembro 2011

Afogado em mim




Em uma noite onde o céu se banha em estrelas, meus fantasmas resolvem me assombrar. Aterrorizando-me. Da janela do meu quarto não enxergo a lua, o vento lá fora parece ser violento e feroz. Mas ao entrar em meu quarto demonstra ser apenas uma brisa calma, leve e suave.
Não durmo e tão pouco me mantenho acordado. Estou perambulando, vagando entre os quatro cantos da cama. Os fantasmas, espíritos, almas ou sei lá o que são... me perturbam. Não me deixam quito. Me agarro à você, em sua imagem, sua voz, buscando paz, tranquilidade e conforto. Confesso que ajudou, mas eles eram muitos e continuavam ali, balançando o colchão.
Logo tudo silenciou e escureceu e quando acordei, os fantasmas não estavam mais lá, os cães foram dormir e os gatos que arranhavam a porta do meu quarto, eu nem sabia onde estavam. Mas eu ainda estava agarrado e abraçado à você.

05 dezembro 2011

Marcador azul de páginas




Gastamos inúmeras páginas para expressar o que sentimos, mas, por algum motivo, não conseguimos completar a última linha.

Coloco um marcador de páginas em formato de flor e pedalo uma bicicleta usada com você: Vamos para aquele local onde empilhamos tijolos esquecidos.

Subo pela colina de onde observamos o mar;
O céu assustadoramente azul;
Na minha mão direita, um refrigerante;
Minha mão esquerda sempre procura pela sua.

É isso mesmo: Agora você nem fala mais comigo;
Apesar de nós dois continuarmos juntos em minhas lembranças.
Eu rezo para que possamos nos ver novamente, mas não sei como fazer isso.






Ano Hi Mita Hana no Namae o Bokutachi wa Mada Shiranai


03 dezembro 2011



[...]O segredo é não correr atrás das borboletas… é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você.

(500) days of Summer

29 novembro 2011



Já dizia Lelouch Lamperouge:

“O mundo não pode ser mudado apenas com palavras bonitas.”

Palavras inteligentes essas que ele disse. E mesmo sendo verdade, gosto de pensar que essas palavras bonitas ao menos podem nos proporcionar alguns minutos de paz. Não apenas paz, mas também de alegria, de amor, tranquilidade, diversão. Essas palavras que não mudarão o mundo, vão colocar um sorriso no seu rosto e o seu sorriso me fará sorrir.

Quem sabe?! Talvez essas palavras façam com que tenhamos alguma atitude. Quem sabe?!

25 novembro 2011

Durarara!!




Durante a noite os fatos mais importantes acontecem, esses fatos são justamente aqueles que poucos podem ver. Não por uma questão de capacidade. . . . as pessoas não são minuciosas, perdem tudo que está ao redor.
Adolescentes se juntam a gangues e máfias. Se expõem, se exibem, acham o máximo. Mas entre esses bondezinhos, encontra-se uma grande organização. Onde os membros não se conhecem, ninguém conhece o lider e a sociedade se apega aos rumores sem saber ao certo o que é essa organização. Pessoas desaparecem, cientistas fazem experimentos com humanos. Um sushiman faz comercial de seu restaurante. Vê e ouve tudo, conhece tudo e todos. Jovens curiosos vivem seu triangulo amoroso, envolvendo-se em um caos que está destinado a acontecer. A moça de cabelo vermelho vive entre as ruelas mais úmidas retalhando quem se perde por lá.
Tudo escondido nas trevas da noite. Todos ligados por um fio. Por um amor, uma vontade, um sonho, uma ganancia, um desejo. Todos conectados a uma mulher vestida de preto que transita na calada da noite, pelas ruas daquele distrito onde tudo acontece, mas que são poucos os que veem. E pouco a pouco e sem perceber, esses poucos são consumidos por essa noite. Engolidos por essa cidade.

24 novembro 2011



Eu sonho todas as noites antes de dormir. Acordo na madrugada entre os sonhos, para pensar e refletir. Quando estou esperando o ônibus, na verdade não estou ali. Deixo meu inconsciente encarregado dos olhos, para ler os letreiros e para que eu possa voltar pra casa. Sonho acordado depois que acordo. Fico ali, deitado de olhos fechados. Nesses sonhos eu mando e comando, nada de inconsciente tentando me avisar ou querendo mostrar algo. Nada de pesadelos ou sonhos desconfortáveis. Suor na madrugada. Apenas sonhos, muitos são surreais e ilusórios. Mas são, justamente, nesses sonhos que realizo enquanto estou de olhos abertos, que encontro você.

19 novembro 2011



"Neste momento, há 6 bilhões, 470 milhões, 818 mil e 671 pessoas no mundo. Algumas estão fugindo com medo. Algumas estão indo pra casa. Algumas mentem para superar o dia, outras estão encarando a verdade agora. Alguns são homens maus, em guerra contra o bem e alguns são bons, lutando contra o mal. Seis bilhões de pessoas no mundo… Seis bilhões de almas e às vezes, você só precisa de uma.”

One Three Hill

15 novembro 2011



...Então perdeu-se a magia, a graça, o prazer. Não é como era antes. Algumas pessoas se foram. Outras não vem mais aqui com frenquencia. Não ha mais o prazer, como disse: se foi a magia. Para alguns falta tempo e para mim, faltam as palavras. Fico apenas nas imagens. Mas a criatividade, as ideias se esgotaram. Vazaram por entre os poros. E como pode? Com tanta coisa à se inspirar, mas nada encontrei. Logo, acabei vindo até aqui apenas para dizer: -Oi!

10 novembro 2011



Podia contar uma história sobre a minha vida. Poderia contar sobre Eduardo e Monica. Sobre João de Santo Cristo, Maria Lúcia e um tal de Jeremias. Poderia descrever um epitáfio. Também há a história de Marvin. Quem sabe, poderia lhes contar a história de uma garotinha que aguardava um segundo sol chegar ou de um garoto exagerado que vivia em um mundo onde o tempo não para. Muitas histórias, muitas, muitas...
Histórias de um grupo de amigos que tinham uma brasilia amarela e não comiam ninguém. Poderia contar, mas calei, emudeci. Nada contei. Peguei minhas coisas e fui embora. Te deixei com a vontade e a opção de escutar e ouvir belas e boas histórias. Quem sabe outro dia?! Em um amanhã colorido e um dia perfeito.

05 novembro 2011

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Um limoeiro, guarda chuva, dadinho, posições dinâmicas e azul




Quando eu acordo e tem esse sol, esses pássaros cantando e o radio está ligado na atlântida. Me recordo de bons momentos.
Quando vou sair do trabalho e esta nublado e/ou chovendo, tmb me lembro dos bons momentos. Ao escutar determinadas músicas, quando escrevo algumas palavras, quando mexo no armário e encontro alguns trabalhos.
Sempre lembro de um cara que não usava guarda chuva, de uma menina socando um dado de pelúcia, outra menina com suas posições de anime, daquela que vestia azul e preto, do rockero cabeludo que sentava logo a frente e se uniu ao bando. Lembro de um limoeiro (o ponto de encontro), de desenhos complexos, bizarros e engraçados. Conversas com papel, jogos de carta em um corredor lotado em dia de chuva, de uma piscina natural no meio do pátio, stop na biblioteca. Zaffari na hora da saida. Ônibus lotado. Professores e seus trejeitos, T.O.C's e bordões. O quarteto fantástico das aulas de matemática. Foi divertido enquanto durou.

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Pra vcs que foram citados no texto acima: Vocês são foda!!! o/

Falei com a Dani, vamos dar um rolê qualquer dia. Então reuniremos a galera.

28 outubro 2011

Chuva




Vem chegando devagarinho, de mansinho, manhosa, dengosa, suave, delicada e tímida. Vem com a brisa, vai tomando espaço, vai se mostrando, se apresentando. Cresce sem demora, perde a timidez e enche-se de ousadias. Me toca me acaricia, passa seu frio, o gelado que possui. Me traz paz, desejos, tristezas e felicidades. Me faz sonhar e acreditar. Pede que me entregue. Mas queria eu, estar no sofá debaixo do edredom, comendo brigadeiro, com outra sem ser ela. Ela poderia ficar lá fora, passeando sozinha, tentando se encontrar enquanto me aqueço com a outra. Lá ficaríamos, assistindo um filme sentados no sofá, esperando essa moça desistir e ir embora. Me abandonar, me largar pra eu poder ficar aqui dentro com você.

24 outubro 2011

Não é meu. Não fui eu.




Traduzo os códigos que se encontram nas caixas de cereais das manhãs de todo dia, os sinais que aparecem nos astros. Transcrevo o que sussurram as vozes e o que cantam as sereias. Psicografo o que me dizem os fantasmas, os espíritos e as almas. Revelo o que mostram os sonhos. Abro teus olhos para as mensagens subliminares que possuem os outdoors. Interpreto as cartas de Tarot que jogo pra você. Revelo os códigos genéticos que se encontram nos icebergs. Cada sentimento entre as virgulas de um poesia, entre as notas de uma música, no trasso obscuro do teu desenho. E revelo ao mundo o motivo das maquiagens femininas. Assim vou montando minhas palavras. Assim vou contando aos que leem aqui estas palavras.




Mas as vezes sou incapaz de interpretar teus olhares.

23 outubro 2011

Por favor...




Por favor, não apague a luz agora. Me espere pegar no sono. Ainda tenho medo do escuro.
Posso me perder, então não solte minha mão. Não conheço nada por aqui. Conheço apenas você e mesmo assim, as vezes você me dá medo.
Peço que me escute. Peço também que me diga. Não me abandone nessa ilha. Não me deixe no meio do oceano atlântico, sem mapa nem plano. Em um barco à deriva.
Não faça silencio. Ele também dá medo. Traz a solidão, é amigo da depressão que por sua vez causa ansiedade. Então se resolver fazer alguma visita, me traga sorvete e chocolate. Só sua presença não será suficiente.

21 outubro 2011

Viva la vida loca




Viver não é apenas viver um amor. Viver de amor. A vida, não é apenas pela sobrevivência. Não se vive só para comer, para se vestir, comprar, consumir. Isso não é viver, mas sim se deixar tomar pelo egoismo.
Não me venha com essa de que vai jogar tudo aos ares e irá viver. Viver não é algo que você vai lá e faz. Viver é algo que você sabe fazer. E quem sabe, faz bem feito. Faz com maestria.
Deixe toda essa correria do dia a dia de lado. Tente se estressar menos. Pare e olhe para o céu. Para alguma arvore. Ao invés de ir direto pra casa depois de um dia de trabalho, de aula, de curso ou sei lá o que. Pare e olhe o por do sol. Não apenas olhe, mas aprecie. O contato com a natureza, ao meu ver, é o primeiro passo pra tudo isso.
Não se enganem achando que sei muito bem do assunto. Pois não sei.
É (mais ou menos) como dizem: Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

18 outubro 2011

Um pouco mais (só mais um pouquinho)




Quero presenciar mais de seus sorrisos. Quero mais sol nessa primavera, mais chuva de verão durante a semana. Uma dose extra de boa música. Mais um tablete de chocolate. Um pouco mais do teu beijo doce, do calor do teu abraço, da tua companhia. Quero mais do teu carinho, do teu afeto. Mais tempo com os amigos. Mais piadas, mais gargalhadas. Passeis escolares e bagunça no fundão do ônibus. Brincar de pega-pega dentro do super mercado. Quero sair mais para andar à noite. Um pouco mais de praia, de areia, de catarolar do pássaros. Rimas sem sentido. Quero poemas e poesias sem estilo, nem organização. Mais brigadeiro de panela. Ir ao cinema para assistir filmes sem sentido. "Quero mais careta no retrato, quero mais bagunça no meu quarto". Quero cantar desafinado. Rir da minha cara. Rir da sua. Vamos rir juntos. Vou rir de você, vamos rir em conjunto. Quero mais é que as pessoas se amem mais. E quem sabe o amor, todo esse amor, traga tudo isso que citei acima. Então...... Mais amor por favor.

16 outubro 2011

Ao Teatro Mágico




Me acompanha em muitos sonhos. Os instrumentos unificados em uma só voz, em forma de palhaço. Cada nota, toda letra, o som, a melodia... Tudo me mexe, me vira e revira. Cantam a realidade mais ilusória. Me tranquilizam, pacificam, me alegram. Deixam-me apaixonado. Me fazem sorrir. Voltar aos tempos de criança e reviver alegrias. Me permitem viver alegrias presentes. Cantam a vida. A vida é feita de amor e o amor se move com a música.
É magica, magia, é poesia, cinema, teatro. E o teatro é magico. É tudo que há de inspiração!

15 outubro 2011



Aluguei a tristeza. Assisti e gostei. Logo assisti muitas vezes, muitas e muitas. Decorei as falas, os momentos, os movimentos. Assisti até enjoar, até a fita embolar. E então devolvi a tristeza, cansei de assistir. Ela me encheu.
Agora vou pegar pra mim, um pouco de ar puro. Juntarei a tua felicidade à minha e farei disso tudo, a nossa felicidade.
Dos dias de chuva, em que a água tocará os corpos desses humanos que não gostam de se molhar, farei alegrias. Farei piadas. A vida vai virar comédia.
É só fazer direitinho. Fazer com prazer, com amor, com carinho.
Minha casa fica de frente para a casa do sol. Enquanto os locutores de rádio dizem que a capital ainda está nublada, eu já coloco minha camiseta de manga curta e esqueço o guarda-chuva. O sol acorda comigo. Os pássaros cantam como meu despertador. MPB pra purificar pensamentos e encher o coração de romantismo. Cheirinho de café preto, só pelo prazer de senti-lo. Deixar acontecer. Viver e viver.

E toda essa emoção, esse valor, toda essa pureza foi porque lá no inicio aluguei um filme de tristeza. Assisti, vivi, revivi, morri e renasci.

14 outubro 2011

Esquecer, relembrar e um pouco de whisky pra tentar te encontrar




Envolvido em teus dedos, vejo um pincel. Sua mão suja de tinta. Num simples movimento, com finalidade de colocar o cabelo para traz, você se mancha de tinta. As mãos, o rosto, o cabelo.... Borrada, pintada, manchada, tingida.
Gentil, delicada, sutil. Amante de sua arte.
Inspira e suspira poesia, música, dramaturgia. Revestida de MPB, de Pop e do bom e velho Rock. Entrelaçada na vida, em seus trajes modernamente esquisitos.

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Maluca. Louca. O outro lado da moeda. Art. Cult. Old school. Incendeia o coração e todo o resto. Dançarina, bailarina, minha stripper particular.

-Um copo de whisky?
-Aceito

Álcool para libertar os demônios.

Seu rebolar é ousado, o balançar é atrevido, sua dança cativante, quente, fogosa. Moleca, garota, guria toda apaixonada. A mais pura e doce melodia move seu corpo.
Agressiva, inocente, selvagem, doce e meiga.

-Sexo?! Transa?! Vamos nos amar, deixe acontecer. Vejamos onde esse desejo irá nos levar.
-Mais whiky?
-Aceito.

Mais uma dose. Vamos libertar as feras.

A vida é sua tela. Nada de fotografias, ela só olha da varanda. Olha da janela. Suas lembranças são os negativos de velhas fotografias. Sua loucura e insanidade são os remédios que toma diariamente. E a carta que lhe mandei, de delírios e amor se tornou mais um velho livro empoeirado esquecido na estante.

-Mais uma dose?
. . .

Um ultimo copo pra esquecer de uma noite de belas artes.

11 outubro 2011



A tristeza e a melancolia, as bases das mais belas palavras. A fonte da mais rica inspiração. A tragédia, agonia, raiva, angustia, saudade, solidão, o caos e a morte. A ferida, a cicatriz, a lama e o sangue. Então no breu, na noite sem lua nem estrelas, tudo se reuni. Tornam-se palavras, algumas com significados, outras sem sentido algum. Verdades e mentiras. Palavras largadas, jogadas, atiradas. Nas visitas feitas pelo medo, susto, desprezo... o assunto vai chegando ao fim. Logo vem a paz, que novamente os chama e tudo recomeça.


Mas e quando não se tem tais sentimentos. Quando os dias nascem belos e contagiantes. Os pássaros cantam, borboletas voam, nuvens passeiam por um céu anil. Brise leve e suave, sombra fresca, belas paisagens. Chuva de verão, ventos quentes, ventos frios. Literalmente primavera. Paz e amor.
Agora me fogem palavras. Onde foi a inspiração? Será que só se mantem à base da tristeza?
Agora apenas sinto e nada conto. Estou tomado de primaveras, transbordado felicidades.

08 outubro 2011



Vou sentir seu cheiro, acariciar teu cabelo, repousar minha cabeça em teu colo. Receberei mil cafunés e então vou morar em um abraço teu.




....a primavera é tão doce que causa esse efeito ilusorio nas pessoas.

01 outubro 2011

A Sociedade dos Poetas Mortos #2




Vim até aqui, vi e relembrei de coisas que à algum tempo já haviam acontecido. Aqueles pensamento. Os motivos. As palavras. Música. Pessoas e principalmente as pessoas. O que seria desse fotolog sem as pessoas? O que seria de mim? Pois essa simples página é um reflexo meu. Algo que criei para manter o contato com uma amiga. Justamente nesse tempo, estava me indagando sobre meu ser e minha existência. Procurando resposta, fui aos poucos as encontrando. Decidi escrever um texto sobre, e desse texto vieram mais três. Depois desses três.... Bem, quem acompanhou sabe o que aconteceu. Pessoas apareceram, entraram e logo depois, infelizmente se foram, partiram. Algumas sumiram. Outras se cansaram e simplesmente mudaram. Eu adquiri algo que não tinha. A tal "poesia" da qual a Susan tanto fala. Era incrível. Era mágico. Eu via as palavras flutuando à minha frente. Sentir toca aquela mágica. Inspiração, criatividade e palavras. Sentimentos, pensamentos, poemas e poesias.
Simplesmente fluiam. As metáforas, belas metáforas faziam parte do show. Melancolia e tristezas faziam toda a composição, assim como a alegria e a fantasia. O amor e a falta dele.
As pessoas foram aparecendo e compartilhando de seu pensamento. Muito bom discutir e compartilhar de algumas ideias com os outros. Conheci pessoas incríveis, que agora fazem parte da minha vida. E algumas até que eu gostaria, mas essas desapareceram. (mas vou acha-las)
Estou ficando cansado disso. Cansado da rotina. Cansado das aulas e futuramente com certeza será do trabalho. A poesia vazou, as palavras fluiram pra longe. Li meus próprios posts hoje e eu realmente era bom. Tem uns que eu até me assustei, gostei bastante. Boa fase.
Agora entendo o que ocorreu com a Su. O pq da frequencia de post da Andri ter diminuido e pq a Lely migrou pro tumblr. Curioso. Mas foi legal conseguir entender ou talvez ter me iludido que compreendi.
Sabe?! Não vou deixar acontecer. Se as palavras não vierem, vou atras delas. Vou atras da poesia, da magia. Vou criar a criatividade. Vou fazer cultura e fantasia. E sentir novamente o que já senti antes: "Esse fotolog valeu a pena".

24 setembro 2011



Ela sabe de cor os detalhes mais imperceptíveis dele, ela inventa motivos, quaisquer que sejam, pra poder estar perto dele, ou até mesmo pra apenas poder vê-lo, se ela o vê online no bate-bapo o coraçãozinho dela acelera, e mesmo que eles não se falem, pra ela, saber que ele está lá já é o bastante, ela o ama, talvez nem ela perceba o quanto, mas o ama como ninguém, e está fadada a sentir isso por ele até o fim dos tempos, porque ninguém mais vai conseguir ler o olhar dele, ou reconhece-lo de longe só pelo balançar de seus cabelos (que ele quase não tem), ou saber que o vermelho que apareceu perto do pulso dele é porque ele tem alergia a pó de giz, e ele ainda nem percebeu isso, da mesma maneira que ele ainda não percebeu que já a completa por apenas existir.

http://anturio.tumblr.com/

22 setembro 2011

Deixa fluir




Deixar fluir é como sentar na grama verde de uma tarde de primavera e deixar que o vento leve seus pensamentos. É olhar para o horizonte enquanto a água do mar toca suavemente seus pés. Então você sente o coração flutuar dentro de seu corpo. Tão leve que se deixa sentir. O que na correria do dia-a-dia você não sente.
Deixar fluir é libertar o amor. Amor à escrita, à vida, no pensar. Amor por toda essa cultura, essa poesia, essa música, os filmes, o teatro e os olhos das moças que andam pelo centro. Olhares felizes, tristes, preocupados, românticos, apaixonados, olhares calmos e apresados.
É sentir o calor de um abraço, o beijo de uma palavra doce. Tudo é deixar fluir. Mas principalmente se sentir e deixar o amor acontecer.

21 setembro 2011



Uma música não se repete, ela é unica. Letra, notas, arranjo... isso é a música. O que você escuta são multiplas reproduções diferentes da mesma. Pois a sensação que é passada a você toda vez que escuta a mesma música é diferente, os pensamentos que invadem a cabeça, o olhar q se faz para o horizonte, a velocidade dos batimentos cardíacos. Logo não é a mesma música.
O mesmo ocorre com o artista que está a cantar. Os pensamentos, os sentimentos, o olhar, a emoção, tudo literalmente diferente a cada vez que canta aquela música.

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Com um pintor ocorre o mesmo; por esse fato, não existem replicas de uma mesma obra. Pois o que ele sentiu naquele momento e apenas naquele, foi exposto em uma tela e não vai se repetir. Simplesmente pq tal sentimento não se repetirá.

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O amor é como a música que se reproduz inúmeras vezes de formas diferentes e/ou parecidas. Como o quadro, expressão unica e momentânea do sentimento e pensamento do artista.
Cada toque, olhar, beijo, ideia, sentimento, abraço é diferente. Mais intenso, caloroso, afetuoso, mais verdadeiro, compreensível, educado, audacioso, mais livre, leve, solto, mais amigo, amante, companheiro, meigo, romântico, mais único e egoísta, mais seu, mais meu, mais nosso.

16 setembro 2011



Quando mais de um sentimento lhe invade o peito, milhares de pensamentos acumulam-se na mente.
Apenas sinto e penso, pois toda essa concentração, esse acumulo me rouba as palavras. Não há o que dizer. Na verdade há, eu apenas não consigo vomita-las, coloca-las pra fora. Logo silencio.

13 setembro 2011



Há uma espécie de sedução mágica no convite a um mundo onde todas as coisas medem muito mais ou muito menos do que nós. Contemplar a vasta extensão do oceano ou do céu, ver no microscópio a espuma de um lago, cogitar sobre a vida íntima dos átomos, tudo isso exerce um fascínio que nos transporta para bem além do domínio da vida cotidiana e nos remete a paisagens exóticas, acessíveis somente por meio da imaginação.



O universo e uma xícara de chá

11 setembro 2011



O tédio veio a mim. Deixei ele me possuir, fazer parte do meu ser. Junto a ele, ela surgiu. Novamente, permiti que entrasse.
Ela me disse que gostava de ler, mas tudo que lia eram livros de auto ajuda. Falou que gostava de cinema, mas nunca assistiu Chaplin. Não sabia quem era Steven Spielberg e quando assistiu ao filme "A origem", não entendeu nada. Adorava música e mal conhecia Tom Jobim, tão pouco Chico Buarque.
Disse que gostava de poesia, mas novamente não sabia. Não sabia quem era Caio Fernando Abreu, achava que Carlos Drummond de Andrade era apenas mais uma rua da capital e que Cecilia Meireles era alguma atriz da Globo que não atuava a algum tempo. Conhecia Mario Quintana apenas por ser gaúcho e nada mais.
Gostava de jornal, entretanto nunca leu a coluna da Martha Medeiros ou do Paulo Santana, apenas fazia as cruzadinhas e gostava das tirinhas. Gostava de arte mas nunca ouviu falar de Beckett, Chopin ou de Van Gogh e seus girassóis.
Tudo isso foi me repugnando, me anojando e enjoando. Lhe faltava a cultura da qual gosto e aprecio, da qual um ser humano deve possuir ao menos uma parte. Logo disse tchau, fechei a porta, expulsei tudo e todos. Agora estou melhor, pois tudo era apenas uma peça, um ato e acabou.

10 setembro 2011



Uma troca de olhares e ela se insinuou. Ele aceitou o convite oferecido. Em meio a um baile de mascaras o jovem a convida para uma dança. Outro convite aceito.
Dança intensa, verdadeira, fictícia, física, carnal. Os movimentos eram suaves, sutis, selvagens, violentos. Eram, mas não eram. Ora um oura o outro.
O suor que escoria em seus corpos, tornaram-se apenas um. Os olhares fixos, significativos e intensos. Tudo ali parecia mais intenso. Os convidados pararam suas atividades mórbidas, tediosas e nojentas para observar os trejeitos daquela dança, daquele casal que ali se fez. Casal esse movido pelo desejo carnal e nada mais. Toques delicados faziam-se entendidos apenas por aqueles dois, para o resto dos convidados eram apenas toques característicos. Quando parecia acabar, estava apenas começando. Passos que fizeram ferver o sangue do casal, de quem estava ali à assistir, que fez ferver o meu sangue.
Quem diria que aqueles dois seriam capazes de tamanha desenvoltura?!
Um baile onde as mascaras não eram necessárias, pois aqueles olhos e o cruzar dos olhares revelavam as intensões dos seres. Por que iriam querer saber sua identidade, se já sabiam o que você queria?
Ao fim, os lábios se tocaram suavemente. Eles se olharam e cada um foi viver sua vida.

07 setembro 2011



Criatividade se tem? Cria-se? Vem com o tempo ou já faz parte do individuo?
Imaginação se possui? Se ganha de presente? Alguém que quando você acorda, está ao seu lado? Uma bela moça que você convida para dançar meio à um baile de mascaras em uma noite de primavera?
Inspiração se tem? Vem e fica ou apenas faz uma visita aos fins de semana quando a solidão é a unica companhia para jogar cartas?

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Amor se tem, você dá e recebe. Junto a ele vem a alegria e a tristeza acompanhadas de milhares de outras sensações e emoções.
O amor se conquista na gentileza, com a criatividade, imaginação, inspiração e com o próprio amor.
Com o amor obtém-se a alegria, da alegria faz-se amor.
A tristeza um dia foi amor, foi paixão que agora não se encontra pois está perdida.

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Na alegria mais criativa, imagino a inspiração que me deste transformando-se em amor, espantando a tristeza. Para então ser feliz......

01 setembro 2011



Depois que o céu escureceu e iniciou-se a tempestade, o caos surgiu devastando tudo que encontrava à sua frente.
Logo após o caos, fez-se silêncio. Um silêncio tão agoniante e apavorante quanto o próprio caos. Um local sem alma, sem vida, sem palavras ou ao menos o som da respiração.
Não havia choro, tão pouco lamentação, não havia ira ou tristeza, absolutamente nada.
Era uma sala vazia, sem portas ou janelas. Poderia ser branca ou preta, azul ou vermelha. A cor não importava, afinal era apenas uma sala vazia.

28 agosto 2011



Eu ainda estou escrevendo. Nos primeiros quatro meses desse ano eu escrevi 250 poemas. Eu ainda sinto a loucura correndo dentro de mim, mas ainda não consegui colocar a palavra no papel do jeito que eu quero, o tigre ainda está nas minhas costas. Eu vou morrer com esse filho da puta nas minhas costas, mas eu dei trabalho para ele! E se tem alguém aí fora que se sente louco o suficiente para querer se tornar um escritor, eu diria, vá em frente, cospe no olho do sol, bate nessas teclas, é a melhor loucura que há. Os séculos precisam de ajuda, as espécies gritam e riem. Vá, mostra para eles. Há palavras suficientes para todos nós.

Autor desconhecido (ao menos não me lembro)

25 agosto 2011



Era mais uma manhã do ano. Manhã de agosto, de inverno, de verão, de primavera, de outono. Só mais uma. Manhã essa em que esfriou, ventou, os sol mal se mostrou, logo choveu e tudo ficou molhado e úmido. O aroma modificou-se no ar, o som ambiente das gotas chocando-se contra os objetos na rua, eram de acalmar o espirito. As melodias daquela canção em que me envolvia, pareciam parar o tempo e até mesmo reverte-lo. Acordes simples e básicos acalentavam o coração que fez-se tranquilo e suspirante.
Manhã de agosto que deixei o tédio me alcançar, tropecei no calendário, cai na rotina, mergulhei,na angustia que trouxe consigo a tristeza que deprimi até os ossos, corroendo a imaginação, as ideias e dissolvendo os sonhos.
Logo a manhã fez-se tarde, recebi tua mensagem, ganhei teu amor trazido pelo vento. Agarrei-me a ele com força que reacendeu minhas esperanças.

24 agosto 2011

Inspiração




Visitam minha morada de tempos em tempos. Nublam meu céu. Escurecem minha mente, afugentam minha alma. São eles: o vazio e o silêncio das palavras. Palavras escritas, ditas, mostradas e algumas nem ao menos isso, apenas pensadas. Tomado por essa ausência, nada posso fazer. Sento e espero esse momento passar, espero certas silabas retornarem; estas que podem desencadear alguma ideia trancada, escondida, esquecida e/ou quebrada. Ou quem sabe talvez....




preciso de um pouco mais de você.

16 agosto 2011

Toma um café, que o mundo já acabou faz tempo...




Então por que, porque, porquê e por quê você sempre sai por ai correndo como se fosse o ultimo dia da sua vida levando por entre os dentes aquela frase super clichê de que tem que viver a vida como se fosse o ultimo dia e bla bla bla, bobagem meu rapaz, saiba que enquanto você corre, eu fico aqui sentado com meu cigarro e meu café evitando os tropeços que quem corre pode dar...

Fah Inocêncio

http://www.fotolog.com.br/teoria_de_viver/67546003

13 agosto 2011