Ele era um garoto normal. Uma garoto como todos os outros.
Bem.... talvez nem tão normal assim.
Poucos sabiam do seu passado, e esses eram tão poucos que seria mais preciso dizer que, quase ninguém sabia do passado desse rapaz. Ele enxergava o que não se via, pressentia o que não se sentia. Confesso que tinha seus dotes.
Em suas particularidades, foi esbarrando em meninas, garotas, mulheres, sempre pessoas do sexo oposto. Essas, por sua vez, possuiam suas singularidades. Cada uma com seus trejeitos, com sua sensualidade, seu senso de humor e suas maldições.
Ele, o garoto do qual estamos falando, despertava o interesse delas. Podia parecer apenas charme, assim como o dos vampiros, talvez fosse, talvez não. Algumas diziam que ele era gentil e atraente, outras não diziam nada.
Ele era um garoto que ora ou outra se confundia e perdia-se em pensamentos. Em alguns momentos era que o que mais mantinha os pés no chão.
Ele ajudava qualquer pessoa que precisasse de sua ajuda (e por incrível que parece, eram sempre mulheres). E quando não conseguia, pedia ajuda para um velho que vivia em um prédio abandonado que teve a construção interditada. O velho era um dos que conheciam esse rapaz desde o inicio dos fatos. Fatos que desconheço, mas tenho certeza que aquele velho sabe. Há também uma menininha sentada à sobra, no chão, em qualquer canto desse prédio, qualquer canto que ela julgue confortável. Ela não fala nada, mas vejo no olhar dela, que conhece o rapaz.
O rapaz normal, gentil, atraente, cheio de charme, rodeado por garotas, rodeado por particularidades, singularidades, caranguejos, caracóis, vacas, macacos, serpentes e gatas. Um rapaz que vê além do que chamamos de mundo.
Tudo devido a sua gentileza. Tudo por que lá no inicio, ele salvou a vida de uma vampira.
02 fevereiro 2012

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