sábado, 11 de fevereiro de 2012

Chuva




Vem chegando devagarinho, de mansinho, manhosa, dengosa, suave, delicada e tímida. Vem com a brisa, vai tomando espaço, vai se mostrando, se apresentando. Cresce sem demora, perde a timidez e enche-se de ousadias. Me toca me acaricia, passa seu frio, o gelado que possui. Me traz paz, desejos, tristezas e felicidades. Me faz sonhar e acreditar. Pede que me entregue. Mas queria eu, estar no sofá debaixo do edredom, comendo brigadeiro, com outra sem ser ela. Ela poderia ficar lá fora, passeando sozinha, tentando se encontrar enquanto me aqueço com a outra. Lá ficaríamos, assistindo um filme sentados no sofá, esperando essa moça desistir e ir embora. Me abandonar, me largar pra eu poder ficar aqui dentro com você.

24 outubro 2011

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