sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Comum de dois




Ela vem com toda sua arte, seus olhares, atrevimento e ousadia. Se lança, se joga, atira-se com seu surrelismo, arte moderna, paisagismo e natureza morta. Ela mostra suas garras e dentes, quer arranhões e mordidas.
Ele vem com suas palavras, trás sua poesia, sua gentileza e suas caricias. Conquista e se encanta, faz chamegos com sua prosa, à envolve em seus versos e entre uma estorve ou outra ele a conquista aos poucos. Ele utiliza de seu vocábulo e seus gestos, quer romance e paixão.

A artista vem pintada. Toda tatuada, com o cabelo descolorido, atraente, envolvente, ousada, fogosa, sedenta… Ele, o poeta, vem marcado em suas cicatrizes. Trás consigo seus piersings e alargadores, sedutor, galante, apaixonada, quente por amor, sequioso por uma paixão.

Então ela se encanta pelo rapaz e só deseja ama-lo e ele se deixa levar pela rebeldia dela, e agora cobiça sua carne. Ela quer algo novo, cansou de seus ogros. Quer apenas ser amada. Ele, cheio de arrependimentos, de feridas de amor; quer agora uma noite de prazeres junto à jovem sedutora.

Ela procura por algo simples, um cara legal. Ele quer uma menina complicada, que xingue, brigue e ainda o deseje cada vez mais.

Ela se despe e se borra em tintas. Ele decompõe suas orações.
Se envolvem, se completam, se atraem como um.
Se amam, transam, se acariciam, se batem, se beijam, mordem e arranham. Se unem e fazem com que a arte, seja poética e transformam a poesia em uma arte.

19 dezembro 2011

Nenhum comentário:

Postar um comentário