Repentinamente, de modo simples e inotavel, as idéias fogem de mim. Como o diabo foge da cruz. Sem música, sem poemas, sem desenhos, sem tintas, sem arte. Talvez seja este meu atual estado de espirito. Talvez essa seja a paz. A arte é a expressão do que o corpo não exprime. Logo não há o que expressar, pois não há o que sentir.
Seria isso o que ocorre com minha pessoa?
Ainda sinto. Sinto o toque, o ar, a paz e os sonhos ao olhar as nuvens, o cheiro da chuva e sua umidade, ainda sinto a falta, sinto saudades. Para onde foi-se a arte?
Não encontrei o amor. Então onde está o desamor das palavras que a muito escrevi? Nada realizei. Então para onde foram os sonhos? Não venci, não perdi, nem lutei. E onde esta a garra e a força de vontade? Me sinto como um balão. Cheio de ar. E mais nada.
20 abril 2011

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