sábado, 11 de fevereiro de 2012
A tristeza e a melancolia, as bases das mais belas palavras. A fonte da mais rica inspiração. A tragédia, agonia, raiva, angustia, saudade, solidão, o caos e a morte. A ferida, a cicatriz, a lama e o sangue. Então no breu, na noite sem lua nem estrelas, tudo se reuni. Tornam-se palavras, algumas com significados, outras sem sentido algum. Verdades e mentiras. Palavras largadas, jogadas, atiradas. Nas visitas feitas pelo medo, susto, desprezo... o assunto vai chegando ao fim. Logo vem a paz, que novamente os chama e tudo recomeça.
Mas e quando não se tem tais sentimentos. Quando os dias nascem belos e contagiantes. Os pássaros cantam, borboletas voam, nuvens passeiam por um céu anil. Brise leve e suave, sombra fresca, belas paisagens. Chuva de verão, ventos quentes, ventos frios. Literalmente primavera. Paz e amor.
Agora me fogem palavras. Onde foi a inspiração? Será que só se mantem à base da tristeza?
Agora apenas sinto e nada conto. Estou tomado de primaveras, transbordado felicidades.
08 outubro 2011
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