sábado, 11 de fevereiro de 2012
Aluguei a tristeza. Assisti e gostei. Logo assisti muitas vezes, muitas e muitas. Decorei as falas, os momentos, os movimentos. Assisti até enjoar, até a fita embolar. E então devolvi a tristeza, cansei de assistir. Ela me encheu.
Agora vou pegar pra mim, um pouco de ar puro. Juntarei a tua felicidade à minha e farei disso tudo, a nossa felicidade.
Dos dias de chuva, em que a água tocará os corpos desses humanos que não gostam de se molhar, farei alegrias. Farei piadas. A vida vai virar comédia.
É só fazer direitinho. Fazer com prazer, com amor, com carinho.
Minha casa fica de frente para a casa do sol. Enquanto os locutores de rádio dizem que a capital ainda está nublada, eu já coloco minha camiseta de manga curta e esqueço o guarda-chuva. O sol acorda comigo. Os pássaros cantam como meu despertador. MPB pra purificar pensamentos e encher o coração de romantismo. Cheirinho de café preto, só pelo prazer de senti-lo. Deixar acontecer. Viver e viver.
E toda essa emoção, esse valor, toda essa pureza foi porque lá no inicio aluguei um filme de tristeza. Assisti, vivi, revivi, morri e renasci.
14 outubro 2011
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