sábado, 11 de fevereiro de 2012




Uma troca de olhares e ela se insinuou. Ele aceitou o convite oferecido. Em meio a um baile de mascaras o jovem a convida para uma dança. Outro convite aceito.
Dança intensa, verdadeira, fictícia, física, carnal. Os movimentos eram suaves, sutis, selvagens, violentos. Eram, mas não eram. Ora um oura o outro.
O suor que escoria em seus corpos, tornaram-se apenas um. Os olhares fixos, significativos e intensos. Tudo ali parecia mais intenso. Os convidados pararam suas atividades mórbidas, tediosas e nojentas para observar os trejeitos daquela dança, daquele casal que ali se fez. Casal esse movido pelo desejo carnal e nada mais. Toques delicados faziam-se entendidos apenas por aqueles dois, para o resto dos convidados eram apenas toques característicos. Quando parecia acabar, estava apenas começando. Passos que fizeram ferver o sangue do casal, de quem estava ali à assistir, que fez ferver o meu sangue.
Quem diria que aqueles dois seriam capazes de tamanha desenvoltura?!
Um baile onde as mascaras não eram necessárias, pois aqueles olhos e o cruzar dos olhares revelavam as intensões dos seres. Por que iriam querer saber sua identidade, se já sabiam o que você queria?
Ao fim, os lábios se tocaram suavemente. Eles se olharam e cada um foi viver sua vida.

07 setembro 2011

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