sábado, 11 de fevereiro de 2012

Esquecer, relembrar e um pouco de whisky pra tentar te encontrar




Envolvido em teus dedos, vejo um pincel. Sua mão suja de tinta. Num simples movimento, com finalidade de colocar o cabelo para traz, você se mancha de tinta. As mãos, o rosto, o cabelo.... Borrada, pintada, manchada, tingida.
Gentil, delicada, sutil. Amante de sua arte.
Inspira e suspira poesia, música, dramaturgia. Revestida de MPB, de Pop e do bom e velho Rock. Entrelaçada na vida, em seus trajes modernamente esquisitos.

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Maluca. Louca. O outro lado da moeda. Art. Cult. Old school. Incendeia o coração e todo o resto. Dançarina, bailarina, minha stripper particular.

-Um copo de whisky?
-Aceito

Álcool para libertar os demônios.

Seu rebolar é ousado, o balançar é atrevido, sua dança cativante, quente, fogosa. Moleca, garota, guria toda apaixonada. A mais pura e doce melodia move seu corpo.
Agressiva, inocente, selvagem, doce e meiga.

-Sexo?! Transa?! Vamos nos amar, deixe acontecer. Vejamos onde esse desejo irá nos levar.
-Mais whiky?
-Aceito.

Mais uma dose. Vamos libertar as feras.

A vida é sua tela. Nada de fotografias, ela só olha da varanda. Olha da janela. Suas lembranças são os negativos de velhas fotografias. Sua loucura e insanidade são os remédios que toma diariamente. E a carta que lhe mandei, de delírios e amor se tornou mais um velho livro empoeirado esquecido na estante.

-Mais uma dose?
. . .

Um ultimo copo pra esquecer de uma noite de belas artes.

11 outubro 2011

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