quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012



Meu pequeno retardo torna impossível a compreensão dessa simples complexidade. Algumas velhas músicas não significam mais nada, nada me dizem.
Já não me identifico com os poemas colados nas janelas dos ônibus, tudo parece estar codificado. Encontro-me sem manual e perdi meus dicionários.
Vago por ruas desertas e pouco iluminadas, a luz que há é apagada pelas sombras das árvores. Pouco me importo e sem medo do escuro sigo solitário. Apenas nas frases clichês de um pequeno outdoor encontro as palavras certas que agora não servem para nada, pois quando sou capaz de compreender o incompreensível é que descubro que não compreendo mais nada.
Durante esses encontros e desencontros descubro que o importante é "nunca deixar de ouvir com outros olhos". 

27 outubro 2010

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