quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Na minha vida encontrarei milhares de corpos femininos desses milhares, desejarei algumas centenas. Mas dessas centenas de mulheres estarei sempre amando só uma. E por que essa e não outra? O que me fará ter medo de perde-la? Que parte desse corpo, que gesto dessa mulher, que palavra? O jeito de levar a mão à cintura, uma mecha de cabelo que cai sobre a testa, o livro que lê sozinha na praia, são necessários muitos acasos e uma teia de coincidência para que eu a encontre. Enquanto isso não acontece estou condenado a busca-la em estado de suspensão, com o espirito confuso, flutuando como o mar, soprando como o vento, sem verdade, nem palavra.
André - Afinal, o querem as mulheres
22 novembro 2010
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