quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
A lagoa congelada
O céu chora e da janela observo. O dia está cinzento, as luzes dos postes encontra-se acesas, guarda-chuvas coloridos enfeitam a cidade. O frio costumeiro nem é percebido, está sozinho. Por longos dias o céu chora e às 9 da manhã ainda nos comprimentamos com "boa noite". E da janela eu observo. Poças d'água são pisoteadas sem piedade, não há pessoas a margem da lagoa, ela sente-se sozinha. Cães e mendigos se encolhem e procuram abrigo e novamente observo.
De toda essa tristeza faço minha inspiração, pinto telas, projeto minha arte. Dou ao frio uma companheira. Ele tira a lagoa pra dançar. Quando unidos, um tom branco (meio azulado) os caracteriza, um aspecto gélido e calmo ao dançar com tamanha desenvoltura faz com que todos os olhares a eles sejam dirigidos. Entre todos estes movimentos o céu tem sua atenção chamada e vê nos passos e compassos dos dois, tamanha beleza. A qual nunca vira; se contenta, se alegre, seu choro se cala.
03 outubro 2010
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