quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
O Viajante (parte IV)
Malas prontas, cachicol e uma par extra de meias brancas. Respiro fundo, ainda sinto o aroma do chá que estava no que é agora uma xicara vazia. Abandono os corredores úmidos de um labirinto no interior de um cerebro em crise, anoto as idéias em pedacinhos de papel, um em especial diz p/ trazer um giz branco e uma corda quando retornar. Só assim não me perderei.
Reuno em meu interior os personagens que em mim abitam pois, agora irei ao mais temido dos lugares já antes vistos. Não existe super-herói, nem demônios, sem samurais e desafios psquicos. O que acreditava ser um problema pessoal/individual, agora vejo que estava nas estrelas escrito a muito tempo: falar sobre sentimentos. Aqui me encontro então, um mundo possuidor de muitos mundos onde em seu cenário ha um céu vermelho, todo resto é escuro. Agora sem a necessidade de se por em terceira pessoa, pq para enfrentar as criaturas malignas que estão por vir, não basta um personagem criado sobre os rabiscos feitos em um papel. Não mais um nomade, andarilho, viajante, apenas eu.
Pausar a purificação p/ viajar entre átrios, valvulas e artérias; me deparo em uma casa de espelhos a beira de um abismo onde ora é gélido, ora fervente, ora em choque, ora palido. Estes anteriormnete citados são as estações. Do ano? Dificel responder, as horas não existem aqui. Nos espelhos de uma sala clara vejo reflexos meus, mas eles não são eu. Percebo que são as criaturas horrendas que a muito tempo tomei conhecimento. Monstros poderosos capazes de destruir um ser humano se atingirem os extremos de seus poderes e capacidades. São estes seres, as EMOÇÕES.
Quebrar os espelhos só trarão sete anos de azar, elas não refletem-se em espelhos, se refletem em mim, se refletem em você.
Com o tempo que passei na alma da mente consegui descobrir o motivo dos conflitos e onde se encontram, eles se encontram entre o intelectual e o emocional. Este seria o causador das mortes e renascimentos deiarios.
Torno-me unioresente, estando assim em contato com ambos os órgãos. Quem consegue contralar as emoções sem os pensamentos? Alguem é capaz de pensar sem sentir?
Usando os personagens como generais, tento domar as emoções. Descubro um quinto mundo localizado entre o intelectuo e o sentimento. Imenso ponto de chakra que canalisa energias e com seus multiplos ramos expulsa a má energia usufluindo a boa com um grande processo de fotossintese, assim chego a um Nirvana pessoal, meu Campo dos Elísios.
A criança que quer ser tratada como adulto tenta vencer o desafio, fazer a grande transformação, a grande alquimia para encontrar uma próxima saida.
Tam pouco a realidade, nada de sonhos, nada labirintos, nem abismos, apenas Elísios.
05 junho 2010
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