quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012




Sou o senhor do tempo, tu é minha arte.
Minhas expressões são expressas na temperatura, no clima, no tempo; mas minhas lágrimas secaram e meus olhos não mais são lavados e purificados. O céu gentilmente chora por mim, chora em meu lugar, faz chover.

Você é de papel, teu sangue é nanquim, tua roupa é tela. Tua é a pura arte. Mas ao tocar das águas você se perde, sua tinta borra o papel, que é tua pele, pele tua que derrete. Tu desmacha. Eu te perco.

O céu é gentil ele chora por mim, ele faz chover.
Mas toda vez que ele expressa-se por mim, te perco.

11 dezembro 2010

Nenhum comentário:

Postar um comentário